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BLOG NÃO EM TESTE... "A CADA DIA QUE VIVO MAIS ME CONVENÇO DE QUE O DESPERDÍCIO DA VIDA ESTÁ NO AMOR QUE NÃO DAMOS, NAS FORÇAS QUE NÃO USAMOS,NA PRUDÊNCIA EGOÍSTA QUE NADA ARRISCA, E QUE, ESQUIVANDO-SE DO SOFRIMENTO, PERDEMOS TAMBÉM A NOSSA FELICIDADE." (CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE)


Da inexpressão

Aliei-me inicialmente com as palavras para dar vazão ao que se debatia preso em mim. Descobri que as aliadas me ajudavam até certo ponto somente. Ultrapassar este ponto é essencial, pois, é além dele que reside a mais bela substância daquilo que vivemos e sentimos. Esta indistinta matéria é a aquilo que não tem nome, é aquilo para que não existe definição. Mas expressa-la é uma angústia necessária que sentimos. É tensão ansiosa que corre por todo nosso corpo. Experimentamos a falta de ar – e de existência - pela ineficiência de poder libertar aquilo que comprime intensamente o peito. Esta tensão entre interioridade e exterioridade é universal. Em qual palavra caberia o que sentimos ao encararmos o hálito da irreversibilidade do tempo ou do inevitável fim de tudo? Os temas são diversos como a vida, cada pessoa traz consigo sua dura almofada insone.

Caminho com um caça-palavras em mãos. O meu caça-palavras têm linhas e colunas infinitas; e nenhuma palavra escrita. Mas seu conteúdo é imenso e quer sair.

Gladson Fabiano

7 de novembro de 2009

IDEIA AVESSA

Conhecemo-nos, apaixonamo-nos,

Acostuma-nos e terminamo-nos!


Se me culpas por contrário a tudo ser!

E terminar é como se desconhecer

Melhor será conhecermo-nos já!


Então,

Deixemos de tanta falta de diálogo

Que tal apaixonarmo-nos logo?!

17 de outubro de 2009

Gladson Fabiano

Servil

Ao querido dedo

Os dedos que te apontam, hoje e sempre

Que te julgam e condenam eternamente

Não se importam da verdade certamente

Fazem do desconhecido o que se cumpre


Como ignoram as causas, as formas, as dores

Moldando assim, todos teus contornos e cores

Como desfilam por aí, divulgando, teu personagem

Dando assim, valor que dá crédito à maquiagem


Nisso segue-me o impulso e dever amigável

De fazer-te dedo amigo, logo, um juiz consumado

Já que, não buscar razões, é costume interminável


Noutros tempos (mesmos homens) disse-me o bardo:

“Melhor ser mesmo vil que ter a fama” Inquestionável!

Dantes trazia a fama, agora sou vil, digo feliz e comovido.

Gladson Fabiano

3 de outubro de 09



Sobre afinidade e opostos

A ciência física pode estar certa sobre muita coisa: a gravidade e o peso, a combustão e oxigênio, o freio e o atrito. Mas tudo evolui. Até mesmo Newton, agora é incerto! Certo disso, saibamos que novas teorias e leis hão de surgir para explicar novos eventos nunca dantes vistos ou previstos. Assim é nosso imprevisto, querida. Não aceito mais simplesmente que os opostos se atraem; são nossas afinidades em nossos dispostos que nos tornam um. O que me tem afim me acaricia; o que me tem contra me desperta.

Gladson Fabiano

19 de setembro de 2009



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