BLOG EM TESTE...
"A cada dia que vivo,
mais me convenço de que o desperdício da vida
está no amor que não damos,
nas forças que não usamos,
na prudência egoísta que nada arrisca,
e que, esquivando-se do sofrimento,
perdemos também a nossa felicidade."
(Carlos Drummond de Andrade)
Aliei-me inicialmente com as palavras para dar vazão ao que se debatia preso em mim. Descobri que as aliadas me ajudavam até certo ponto somente. Ultrapassar este ponto é essencial, pois, é além dele que reside a mais bela substância daquilo que vivemos e sentimos. Esta indistinta matéria é a aquilo que não tem nome, é aquilo para que não existe definição. Mas expressa-la é uma angústia necessária que sentimos. É tensão ansiosa que corre por todo nosso corpo. Experimentamos a falta de ar – e de existência - pela ineficiência de poder libertar aquilo que comprime intensamente o peito. Esta tensão entre interioridade e exterioridade é universal. Em qual palavra caberia o que sentimos ao encararmos o hálito da irreversibilidade do tempo ou do inevitável fim de tudo? Os temas são diversos como a vida, cada pessoa traz consigo sua dura almofada insone.
Caminho com um caça-palavras em mãos. O meu caça-palavras têm linhas e colunas infinitas; e nenhuma palavra escrita. Mas seu conteúdo é imenso e quer sair.
A ciência física pode estar certa sobre muita coisa: a gravidade e o peso, a combustão e oxigênio, o freio e o atrito. Mas tudo evolui. Até mesmo Newton, agora é incerto! Certo disso, saibamos que novas teorias e leis hão de surgir para explicar novos eventos nunca dantes vistos ou previstos. Assim é nosso imprevisto, querida. Não aceito mais simplesmente que os opostos se atraem; são nossas afinidades em nossos dispostos que nos tornam um. O que me tem afim me acaricia; o que me tem contra me desperta.